O show empolgou quem estava na platéia, sob o efeito lisérgico de climas viscerais, improvisações e distorções psicodélicas. Por Jesse Navarro

Um fim de tarde bastante frio marcou o show do La Carne na Feira de Artesanatos de Osasco no sábado, 20 de maio. Eles tocaram músicas que estarão no quarto CD a ser lançado até o final do ano, pelo selo Gramophone. É o primeiro contrato da banda. “Vamos entrar em estúdio a partir de 17 de junho”, conta Linari, vocalista e letrista do grupo, famoso no circuito alternativo por suas músicas repletas de mensagens poéticas e de contestação social, bem como pela performance radical de palco.
Antes de subir ao palco, em conversa com nossa reportagem, Linari disse estar feliz por tocar na sua cidade natal. “Principalmente em um evento como esse (Feira de Artesanato), um verdadeiro ponto de encontro dos feudos culturais da região. Só para você ter uma idéia, encontrei um monte de gente que não via fazia tempo, como o Rafael, um gaitista de primeira, intimado na hora para tocar com a gente.” Linari reclamou da dificuldade em pintar oportunidades para tocar em Osasco. “Nosso último show aqui foi no Taco & Birra, bar que já fechou há anos. O problema na cidade é que os espaços alternativos abrem, todo mundo acha legal, mas logo eles fecham porque alguma coisa errada acontece: fiscalização, multa...” Ainda segundo o vocalista do La Carne, os artistas devem ocupar as praças da cidade. “Lembra na época do Rossi, que inauguraram um monte de praças e elas ficavam às moscas? Pois é, temos que ocupar esses espaços, tendo ou não autorização.”
![]() | |
![]() | |
|