
Foi a maior viagem gravar para o Gordo Freak Show na porta do show do Santana e do Jack Johnson. O objetivo era provocar os fãs, com palavras de impacto saindo de um megafone: "Saiam desse show. Esse artista é pop." Enfim, confiram os vídeos que eu joguei no youtube:
UMA CÂMERA NA MÃO, UMA IDÉIA NA CABEÇA
Mesmo numa terra onde tudo é caos, desordem, violência, ignorância e pobreza, às vezes brota uma linda flor no meio do nada. É o caso do Intel Computer ClubHouse, um projeto de inclusão digital que foi implantado no Jardim Conceição há mais ou menos 2 anos. Trata-se de uma gota no oceano, um espaço fantástico, super moderno, com equipamentos de alta tecnologia, tudo de primeira linha, para que jovens da periferia possam usar a internet, participar de oficinas de vídeo, redação, produção, tudo sem burocracia, sem gente estúpida para impedir o acesso aos equipamentos (coisa muito comum nas nossas faculdades fajutas, onde se paga para ter tal acesso).
“Quem faz é uma molecada do bairro que topou o desafio: Franklin, Dudu, Valdenir, Michel, Estopa e Jackson... Havia uma câmera de vídeo lá, por isso resolvemos fazer o documentário... Mas antes de começarmos a gravar, entraram no lugar e levaram o equipamento... ficamos um tempo só discutindo o roteiro e tal”, explica Plínio Rodrigues, coordenador do projeto. Isso só prova que gente boa existe, o que falta é incentivo. “Os moleques estão com muita vontade... Apesar de nunca terem segurado uma câmera nas mãos estão conseguindo fazer um trampo do caralho, sem frescura... sem nenhuma técnica apurada de vídeo nem nada... uma câmera na mão e uma idéia na cabeça...”
Filhos do povo que ocupou terras em Osasco faz documentário revolucionário mostrando nossa história que nunca foi contada.
Quando perguntam qual é a história de Osasco, estamos acostumados a ouvir sempre a mesma versão do velho e caridoso Antônio Agu que construiu uma fábrica e uma estação de trem. Que tinha um velhinho bonzinho chamado Pedro Fioretti que era dono de uma “pharmácia”. Que tinha um certo Dimitri Sensaud de Lavoud que fez um avião e voou no centro de Osasco. Que depois viramos um bairro esquecido de São Paulo, transformado em município após um polêmico plebiscito. (Aliás, que merda terem destruído o “Mural da Emancipação”, um símbolo cultural e histórico da cidade). Que, depois disso, passamos a eleger uma série de esforçados prefeitos, quase todos descendentes de italianos, que colocaram a cidade no caminho do progresso e da civilização. E que hoje estamos felizes e contentes, confiando no futuro mais do que nunca...Puxa, como ficar com essa versão da história e não se sentir idiota?
Um grupo de adolescentes do Jardim Conceição está fazendo um documentário ainda sem título definido que pretende mostrar como essa história de Osasco é mal contada. Segundo Plínio Rodrigues, que coordena os trabalhos ao lado do jornalista Jairo Camilo, “quem sempre está a frente da verdade é a elite... As famílias que sempre estiveram no poder estão até hoje. O objetivo é mostrar o resgate histórico, conversar com os moradores do bairro... Os mais antigos que há mais de 20 anos invadiram aquilo ali e levaram porrada da polícia. E os meninos estão entrevistando, colhendo depoimento, participando mesmo. É uma experiência e não priorizamos a qualidade das imagens nem nada e sim o conteúdo. Estamos gravando tudo em VHS. A idéia é fazer um documentário de 20 minutos, mas não é regra, pode ter mais ou menos... Temos algumas dificuldade técnicas para digitalizar esse material em VHS, mas tem uma faculdade aqui em Osasco (Fizo) que topou ajudar, abrindo o laboratório de TV para digitalizarmos as imagens e pegarmos uns toques de edição. Pretendemos terminar o vídeo até o começo de agosto, mas não há uma data marcada”. Trata-se de um feito inédito, um acontecimento importante, que pode ajudar a elucidar muito da nossa história. Ninguém merece um povo que não conhece sua própria história. A produção não tem tido dificuldades para encontrar pessoas que queiram falar. Pelo contrário. Percebe-se que todo mundo tem uma história para contar. Mas se fosse para ficar só nos depoimentos, o resultado seria maçante. Então, eles tiveram uma grande sacada de mesclar tudo isso com imagens de arquivo, descoladas com padres que foram ligados ao movimento de ocupação da terra, material inclusive que repercutiu na mídia na época. Tem muita coisa interessante: imagens de negociações com o prefeito Parro, imagens da PM descendo o cacete na galera a mando do Rossi, o mesmo xingando todo mundo de canalha, “enfim, material que mostra bem como essa história de Osasco é mal contada. Quem sempre está à frente da verdade é a elite”.
Veracidade teve acesso a uma fita bruta contendo uma reunião realizada em 1988 no gabinete da Prefeitura com o então secretário de habitação José Paschoal Filho e representantes de uma cooperativa habitacional que estavam negociando a ocupação da terra: Sônia Rainho, João Paulo Cunha... É interessante observar que os personagens sempre se repetem no final das contas, só mudam de posições. Por exemplo, João Paulo Cunha: de deputado esquerdista radical que falava “popriedade” ao invés de propriedade, se tornou ex-presidente da Câmara envolvido em denúncias de corrupção. José Paschoal virou presidente da OAB. Sônia Rainho virou vereadora. Nesse vídeo, o que mais se vê é fumaça de cigarro. Até um militante bêbado se manifesta: uma cena realmente tensa. E o fato de a qualidade da imagem estar precária devido à ação do tempo é completamente perdoável posto que esse vídeo ficará registrado como um documento histórico e que, se não fossem usadas essas imagens velhas no vídeo, era capaz delas mofarem de vez e não cumprirem seu papel na sociedade. Esperamos que esse vídeo seja bem divulgado e que alcance o maior número de espectadores. Afinal, uma cidade não pode ficar só apanhando na luta pelo conhecimento. Podem até derrubar o “Mural da Emancipação” (fala, Délbio!), mas a luta continua, companheiro, mesmo que o PT tenha ido para o lixo e que ninguém se lembre da sua própria história.
O show empolgou quem estava na platéia, sob o efeito lisérgico de climas viscerais, improvisações e distorções psicodélicas. Por Jesse Navarro

Um fim de tarde bastante frio marcou o show do La Carne na Feira de Artesanatos de Osasco no sábado, 20 de maio. Eles tocaram músicas que estarão no quarto CD a ser lançado até o final do ano, pelo selo Gramophone. É o primeiro contrato da banda. “Vamos entrar em estúdio a partir de 17 de junho”, conta Linari, vocalista e letrista do grupo, famoso no circuito alternativo por suas músicas repletas de mensagens poéticas e de contestação social, bem como pela performance radical de palco.
Antes de subir ao palco, em conversa com nossa reportagem, Linari disse estar feliz por tocar na sua cidade natal. “Principalmente em um evento como esse (Feira de Artesanato), um verdadeiro ponto de encontro dos feudos culturais da região. Só para você ter uma idéia, encontrei um monte de gente que não via fazia tempo, como o Rafael, um gaitista de primeira, intimado na hora para tocar com a gente.” Linari reclamou da dificuldade em pintar oportunidades para tocar em Osasco. “Nosso último show aqui foi no Taco & Birra, bar que já fechou há anos. O problema na cidade é que os espaços alternativos abrem, todo mundo acha legal, mas logo eles fecham porque alguma coisa errada acontece: fiscalização, multa...” Ainda segundo o vocalista do La Carne, os artistas devem ocupar as praças da cidade. “Lembra na época do Rossi, que inauguraram um monte de praças e elas ficavam às moscas? Pois é, temos que ocupar esses espaços, tendo ou não autorização.”

A MTV apareceu e minha vida mudou, porque a TV mudou e minha vida era a TV e se minha vida era a TV e a TV mudou, logo eu também mudei, mas foi um processo insano de se perder e pensar que se achou e se perder de novo... Num dia eu tava com uma camisa do Nirvana, no outro eu estava com meus colegas poetas-marginais que gostavam só de MPB dos anos setenta. Numa noite eu me perdia numa balada ridícula na rua Augusta ou em alguma danceteria trash, tomando fora até não poder mais, na outra noite eu descobria a minha essência numa viagem de ácido lisérgico. Peraí, tô falando demais e vou ter que exportar mais um bloco. Quem sabe eu volte ainda hoje... Porra, e não é que eu voltei. Meu, escrever aqui é uma forma de matar o tempo. Pediu dez minutos para exportar o bloco 6. Voltando aos anos noventa, eu era apaixonado por uma garota que parecia gostar de mim no começo, mas depois acabou que não rolou nada, também nunca me revelei, mas os dois sabiam e a gente era do mesmo grupo, eu simplesmente deixei quieto e comecei a ficar um cara louco a partir de 1993. O legal do sonho Primal Scream foi que tocava essa música no sonho e, porra, todo mundo se lembra que só passava esse clipe na MTV e essa era uma música que marcava a nossa história de alguma forma, não porque ela gostasse, acho que ela nem conhecia, sei lá, mas porque no sonho essa trilha me deu uma dimensão exata do sentimento que provavelmente era amor. Mas lógico que eu era fucking nerd que passava um sábado a tarde enfiado num estúdio caseiro do Danielzinho cantando horrores, enquanto a bateria me deixava surdo. E a camisa do Nirvana era uma puta farsa, porque na verdade eu não entendia bulunfas... Colavam uns caras mais manjados e falavam -- Uh, vc tipo curte um Misfits... E eu balançava a cabeça, claro... que não. Lamentável e engraçado e nostálgico e que bom que os anos noventa foram mágicos. Tô falando aqui dos early nineties, porque rolou uma virada forte na minha da segunda metade dessa década para frente. Principalmente 96, quando meu pai morreu. Porra, vc vem nesse blog ver qual é a do Jesse e fica lendo essa embromação que eu tô escrevendo só para fazer hora e, no final, acaba pagando de psicanalista. Ok, parei, talvez eu volte ainda hoje. Credo!
Seu pai morreu
Mais oito minutos termino de exportar o último bloco para o HD. Depois vai faltar exportar o pgm inteiro para o storage. Não entendeu nada... Nos anos noventa eu também não teria como entender nada disso. Era 1996 e estava dormindo na cama da minha mãe (o filme não acabava nunca e adormeci ali mesmo). Toca o telefone e percebo que morreu alguém. Parecia ser minha irmã. Depois percebi que era meu pai. Quando minha mãe anunciou, já tinha percebido e uma espécie de piloto automático agiu neutralizando o baque por dois minutos. Na sequência, tive um disparo cardíaco, chorei um pouco, mas sou homem. E agi como tal. Providenciei a papelada para o enterro. Eu tinha 20 anos. Ele 49. Era jornalista, escritor, morava entre a Cerro Corá e a Heitor Penteado. Costumava visitá-lo nos fins de semana, mas fazia três meses que baladas com amigos vinham sendo priorizadas... Foi um choque em plenos 90 e depois ainda acabou meu namoro de 3 anos, puxa, foi um período difícil... Estava começando a ficar adulto e sentia falta do Jessão para falar o que ele achava de um monte de coisas que eu vinha descobrindo sobre filosofia, política, poesia, cultura, arte... Ficou a nítida sensação de que aproveitei muito mal nossas conversas... Bom, o bloco 7 tá lá e agora tenho que jogar tudo na rede. Será que eu volto depois? Acho que sim... O papo tá começando a ficar bom...
Calipal e campão
Meu pai morreu, me lembro de algumas coisas. De outras, não me lembro. Costumava ir ao calipal e ao campão, encontrar uns amigos para fazer um som, tomar um vinho... O campão fica no Parque Continental, onde fui nascido e criado, e é um bosque que fica ao lado de um campão de terra. De noite esse bosque fica às escuras, só com a luz da avenida 1 e o povo faz fogueira para curtir momentos dionisíacos. Tinha um pessoal da música, outro pessoal mais de teatro, gente que fez as Bacantes no Teatro Oficina. Levava umas namoradinhas para curtir e perdi a conta de quantas vezes amanheci sentado numa raiz. Amanhecemos. No Calipal a balada era mais diurna, se bem que muitas noites atravessamos naqueles banquinhos, quando ainda não existia guarita, cerca e toda essa bosta. O calipal fica ao lado do campão. Drogas ali eram uma coisa do bem. Não tinham o aspecto negativo que rola se vc se droga num bar a toa. Era tudo do verde e os vinhos, os mais vagabundos, nos transportavam para um mundo de prazer, liberdade total, música, sonho e também divagações filosóficas. A década seguia seu curso, saí da assessoria de imprensa da Prefeitura para trabalhar no jornal Primeira Hora de Osasco. Tempo de giralata com um disquinho embaixo do braço em rádios comunitárias, maior viaaaagem... Entrávamos no meu Uno e ganhávamos os restaurantes de São Paulo com o assalto cultural, dinheiro no chapéu e tudo gasto com cervejas e mais cervejas. Com meu violão compunha os hits que até hoje vc não conhece, iluminado pela aura artística do Calipal, para depois vomitar tudo nos ensaios na bat casa do Morcegão, onde cheguei a passar uma temporada... Nossa "banda" era mesmo uma bosta, mas até hoje tem gente que vem elogiar. Um negócio meio funk e eu querendo fazer experimentalismo. Os caras, coitados, querendo ficar famosos, e eu pensando na merda de Artaud: "onde cheira merda, cheira a ser..." Foram os anos noventa, cara. Bela merda. Devo estar dando traço no ibope da internet. Será que alguém leu até aqui?
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VIAGEM AOS ANOS 90
Puta, que correria! Não consigo parar dez minutos. Estou escrevendo e noiado que tem um editor de imagem esperando e xingando. Mas minha orelha não está ardendo ainda, devo ter três minutos... No dia do show do Primal Scream aconteceu um link psicodélico enquanto eu sonhava. Pesquisei e descobri que na mesma hora em que eu dormia em casa, rolava o imperdível show do Primal Scream no Jockey Club. O que aconteceu? Eu não sabia que o show era naquela noite, sabe como é agenda do Tim Festival, quem não foi não tava ligado de horários e datas... Mas os caras estavam no palco -- disso eu soube depois -- e eu estava tendo um dos sonhos mais intensos do ano. Estava de volta aos anos noventa, época do colegial. Vi toda a turma do curso de Redator Auxiliar da Fundação Bradesco, aquela polêmica turma, barulhenta, antenada, bem diferente da galerinha careta da faculdade. Sempre fui um cara separado da turma, não tinha muitos amigos do colegial, mas sonhar com aquilo foi comovente. Até dói o estômago agora quando lembro o sonho, de tão nítido e nostálgico que foi tudo aquilo. E tinha tudo a ver Primal Scream com aquela época. "I´m free, you're free...", cantava Bob Gilespie, servindo de trilha para paixões frustradas, momentos de vandalismo e violência, inspiração e revolta, solidão e solidão e solidão e desejo de ser alguém que nunca seria... Porra, esse texto não acabou, mas meu tempo já era. Tchau e nunca se esqueçam dos anos noventa! Tchau nada, voltei. São quase três da manhã e estou exportando o programa "A Casa é Sua" que vai ao ar depois do almoço. Editei tudo, posso dizer que sou o departamento de censura da casa. Mas não reclamo, não. Quer trabalhar, trabalhe. Mas esses anos noventa foram mesmo muito loucos. Era moleque pra caralho, mas tinha uma pegada diferente, não gostava de nada que fosse moda. A turma toda reunida em círculo tocando Legião e eu meditando em algum esconderijo daquele verdejante lugar onde banqueiros enriquecem e bancários se escravizam...
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Esse Cd é o mais recente lançamento do Belle & Sebastian. Comprei por causa da faixa 2, "Dear Catastrophe Waitress", uma das melhores músicas lançadas desde o ano 2000. Outras músicas que me chamaram a atenção nesse álbum foram "You don´t send me" e "Stay loose". Ok, tem muita coisa do B&S que cansa pela lentidão, mas garanto que nesse álbum eles estão muito mais agitados. Quem quiser ouvir, é só acessar www.terra.com.br, entrar em rádios, rádios pessoais e digitar o nome da banda. O som é VIAJANTE.



Após 24 anos, Pink Floyd completo retorna para show em Londres

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Olá pessoal,
Neste fds, fiz uma super-balada, que fiquei sabendo que rola toda a última sexta-feira do mês, lá no Espaço Unibanco. O esquema é o seguinte: vc paga R$ 13,00 (que é o valor da entrada normal) ou R$ 7,00 (meia, para os que tem carteira de estudante) e pode assitir a uma maratona de filmes, das 23 horas até o dia raiar.
O melhor disso tudo, é que no intervalo de uma sessão e outra, rola uma discotecagem, estilo lounge. Vc ainda tem direito a um drink de graça (dose de vodka) e ao final da balada, a uma super-mesa com café da manhã (tbém de graça)... melhor impossível!!!!
Então, gente, aí vai a sugestão de balada para os cinéfilos inveterados e que vale muito a pena!!! Não tem desculpa, pois tem filmes para todos os gostos, eu mesmo nesta sexta-feira, assisti três filmes de estilos completamente diferentes.
Bjos e até a próxima maratona,
Maíra |


O programa Giralata (canal 22 Net) desta semana exibe musicais. Abrindo o programa, João Gordo e Zé Rodrix, na apresentação da série "Encontros Inusitados" (promovida pelo Sesc). Tem também dois musicais do The Who: no Rock n Roll Circus e nas cenas do filme Tommy. Fechando esse Giralata, a apresentação de Joan Baez em Woodstock.
DO OUTRO LADO DA GRADE
A Companhia São Judas de Teatro Experimental apresentou "Do outro lado da grade", de Cecéu Trajano, no Espaço Cultural Grande Otelo, em Osasco, na noite do domingo, 22. Trata-se de um espetáculo que mostra a realidade carcerária por meio de três personagens presos: uma mulher, um MC e um travesti. Para os níveis de Osasco, a peça agradou, pois saiu do velho lenga-lenga hipongo e ousou ao mostrar violência policial e uso de drogas. Após a peça, houve um debate sobre violência e teatro. O grupo volta a se apresentar de 9 a 12 de junho no mesmo local, que fica na rua Dimitri Sensaud de Lavoud, em frente à Prefeitura. A peça começa às 20 horas e o ingresso custa R$ 10 (ou R$ 5 para quem tiver a filipeta).
GIRALATA COMEMORA A VITÓRIA DE DANIELA RÉCCO-RÉCCO NO PROJETO PILOTO DA MTV E LAMENTA A MORTE DO PALHAÇO ARRELIA.
"Jesse, o que você acha do pessoal do programa Projeto Piloto?", Luiza Xavier, São Paulo.

Talvez a foto responda. Carol Romano: a saída dela foi uma cagada. A menina tinha uma pegada dinâmica e poderia ajudar muito mais do que o nerd do Vítor. Daniela Récco é minha favorita, pessoa equilibrada, do tipo com que gostaria de trabalhar. Não tenho nada contra o Luiz Gustavo, mas ele não me inspira confiança... O Pedro Marques é meio lesado, mas passa. O Rogério Farias, cabelão black power, é bem maluco, não fui com a cara dele o começo, mas quando ele saiu achei mal. A Thisbe é a maior figura. A idéia do programa Casa na Árvore tinha tudo a ver. Não devia ter saído.
Tenho assistido o Projeto Piloto na MTV. É um programa que eu curto por identificação. Sei como é a barra de colocar um programa ao vivo no ar. Passo por isso todos os dias e é mesmo muito louco. Ainda mais quando a gente está começando. Lembro que cometi muitos erros no início por total inexperiência. Tinha a ilusão de que sabia tudo por ter trabalhado em jornais e realmente, por mais que sejam ambos veículos de comunicação, TV e jornal são coisas bem diferentes. A televisão tem outra pegada, outro ritmo. Só com o conteúdo do jornal, nunca me garantiria numa emissora. TV se faz com produção, edição, cenografia, maquiagem, operações, técnicos e toda a parte burocrática, o que obriga o profissional a saber se movimentar de departamento em departamento. Não tem jeito, dependemos dos outros muito mais do que em um jornal e temos que lidar com isso. Com o tempo, aprendi a manter os olhos e os ouvidos abertos, como também aprendi a fingir que não vi e não ouvi tantas outras coisas.
ESSA SEMANA ESTÃO FAZENDO UM PROGRAMA QUE CAI DE NOVO NA BOBEIRA DE PERSEGUIR O ALTERNATIVO E FAZER ALGO QUE JÁ É FEITO HÁ DÉCADAS... ELES TÊM A CHANCE DE FAZER ALGO NOVO E ESPERO QUE ENTENDAM ISSO.

O próximo programa falará sobre malabaristas alternativos. Gravei uma matéria no Espaço Aprendiz, na rua Belmiro Braga (Vila Madalena), onde todas as segundas diversos malabaristas se reúnem para treinamento ao ar livre. O lugar todo tem cara de Circo Novo, com iluminação cênica, música moderna, gente descolada e de espírito clown. Quem passa pelo local desavisadamente se espanta com o evento, algo totalmente incomum no meio da cidade. Para ajudar, rola ainda uma exposição de muros grafitados, tudo ao ar livre. Não se paga nada para entrar e você pode iniciar seus treinos ali mesmo. Eles vendem claves e bolinhas. Conheci muita gente legal, entrevistei os organizadores e até um vendedor de nariz de palhaço de borracha. Um ou outro pegou mal com a câmera, sabe como é esse povo artista, às vezes são meio radicais contra a mídia. Mas eu entendo o lado dos caras: ali na verdade é um local de treinamento, não de exibição. Como não tinha tempo para esperar o evento que eles realizam, o Circo no Beco -- que por sinal rola no próximo dia 7 --, gravamos ali mesmo. Os caras publicam uma revista, a P.A. (Palco Aberto), super bem editada, sobre o circo em geral e rola também um site: http://www.circonobeco.com.br. A câmera mini-DV que usamos foi uma puta colaboração do Daniel Espíndola, editor de imagem que trampa comigo e mora na rua Fidalga, bem ao lado do pico.
No mesmo programa vou mostrar ainda o outro lado dos malabaristas alternativos, os menores carentes que fazem farol. Uma vez fiz uma matéria dessas quando trabalhava na Band, mas nem chegou a ir ao ar. Quisera eu ter aquela fita bruta para usar agora... Enfim, vou rodar também um clipe do DVD Rock n Roll Circus e, para encerrar, finalmente levarei ao ar o Dééérrrrliga, clipe dos malucos do Bar do Cláudio fantasiados de mulher. Acho que será um programa divertido, com uma cara bem circense. Tomara que role legal! PARA OS NOVOS NA ÁREA, GIRALATA É UM PROGRAMA QUE ROLA NA TV OSASCO (COMUNITÁRIA), CANAL 22 NET.

Há um ano Giralata voltava para a TV Osasco. Poderíamos ter sido mais constantes e divulgado mais o programa. Ainda esbarramos na falta de estrutura, patrocínios e empenho em descolar patrocinadores. Pelo menos as gravações continuam rolando e servem como laboratório para infinitas hipóteses futuras.
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